materialpro-img Maria Edisângela Almeida Santos
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Entenda por que seu filho ou filha não larga aquele ursinho de pelúcia ou aquele paninho quando a mamãe não está por perto.

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19/05/2026 às 11h41

Ao nascer, a criança é colocada ao lado da progenitora por orientação médica, porque traz benefícios para a saúde física e emocional do recém-nascido. Depois, é amamentada pela mãe, recebendo todo o cuidado e afeto necessários. Com o passar do tempo, a criança começa a engatinhar e a dar os primeiros passos com a ajuda dos seus ensinantes que podem ser seus progenitores, responsáveis ou familiares próximos. É, nesse momento, que a criança começa a manter uma distância física da figura materna. E o que acontece quando a figura materna começa a se ausentar com maior frequência?

?Quando a criança passa a ser inserida em outros ambientes como, por exemplo, uma pequena saída de casa ou ida à escola, ela passa a usar um objeto transicional, termo utilizado por D.D. Winnicott (médico pediatra e psicanalista inglês). Tal objeto pode ser uma fralda, um urso, um lençol ou qualquer outro item que representa a mãe em sua ausência, proporcionando o conforto que antes vinha dela, só que, agora, em forma desse objeto.

?À medida que o bebê vai crescendo e o ambiente começa a apresentar falhas na realização dos seus desejos, antes atendidos e supridos pela mãe, surge a necessidade de objetos transicionais, que ocupam uma área intermediária da experiência dessa privação. Esses objetos são fundamentais para amparar o bebê durante a transição da ilusão para a desilusão, permitindo-lhe praticar o envolvimento com o mundo real, enquanto mantém o controle sobre o objeto, interpretado como uma materialização do cuidado materno.

?O objeto transicional é um item físico eleito pelo bebê para mediar a transição entre o mundo interno (subjetivo) e a realidade externa (objetiva), sendo sinônimo de segurança, proteção e conforto. A criança sente a necessidade de carrega-lo para onde quer que ela vá, tendo uma função psicológica que demanda atenção e respeito, pois ajuda o bebê a fazer a transição de um estado de dependência absoluta para uma maior independência.

?Portanto, o objeto transicional não é mimo em excesso, não é birra de criança; é um objeto que lhe dá suporte emocional para aprender a lidar com a ausência da figura materna. É importante destacar que não há uma idade fixa para a criança abandonar o uso do objeto de sua escolha e que esse processo não deve ser apressado pelos pais ou responsáveis, mas, sim deve ser um movimento natural, impulsionado pelo próprio desenvolvimento da criança.

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