materialpro-img Domingos Pascoal
Colunas

O QUE É A FELICIDADE?

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19/05/2026 às 14h51

Mas será mesmo tão simples? Talvez não. Tudo depende do tamanho da sua busca, da intensidade do seu esforço e, sobretudo, da sua disposição de aprender com a própria vida. O filósofo Clóvis de Barros Filho nos provoca com uma ideia desconcertante:
a felicidade seria ?a pretensão ilusória de transformar um instante de alegria em eternidade.? Se isso for verdade, então precisamos aceitar: a felicidade não é um lugar aonde se chega. É um caminho que se percorre. Ela é feita de retalhos. A felicidade de estudar que leva à felicidade de concluir que abre a porta de um trabalho que possibilita realizar sonhos. E assim seguimos: costurando momentos, construindo sentidos, acumulando pequenas vitórias. No fundo, a felicidade tem outro nome: realização. Só somos verdadeiramente felizes quando nos realizamos em algo que tem significado. E é exatamente aqui que mora o perigo. Muitos depositam sua felicidade no dinheiro, no consumo, no prazer fácil, no imediato. No começo, tudo encanta. Tudo seduz. Mas o tempo revela: O que era prazer vira peso. O que era conquista vira problema. E, quase sempre tarde demais, descobrem que estavam na estrada larga da ilusão. Porque felicidade não está no valor das coisas está no significado delas. Eu vi isso de perto. Em um concurso literário com estudantes de escolas públicas de Sergipe, que fiz cinco edições e os vencedores recebiam prêmios materiais: computadores, tablets, celulares. Mas eu quis saber mais. Perguntei, individualmente: o que trouxe mais felicidade o prêmio ou ter o texto publicado? As respostas foram quase unânimes: ?Professor, o prêmio passa. Mas ver meu nome no livro isso fica para sempre.? Ali estava a resposta.

Dinheiro compra objetos.
Mas não compra permanência.
Não compra significado.

Faça um exercício simples: Liste o que você recebe todos os dias e que dinheiro nenhum pode pagar: o ar que você respira, a luz que te ilumina, o calor que te aquece, o descanso que te renova. Pense bem: Feliz não é quem tem mais. É quem precisa de menos e valoriza melhor o que tem.

Como ensinou Aristóteles, na Ética a Nicômaco, ao tratar do amor philia aquele que não se baseia no interesse, mas no valor do outro. E há ainda uma definição simples, quase ingênua ? mas profundamente verdadeira que encontrei no livro de Poeta Souza Lima que tive o prazer de prefaciar:

?Felicidade é uma canoa no rio,
duas sardinhas na brasa,
uma proteção para o frio,
e uma mulher em casa.?

Simples. E, ao mesmo tempo, completo. Porque, no fim das contas:

Felicidade não é excesso, é equilíbrio.
Não é acúmulo, é sentido.
Não é aparência, é essência.

E talvez reste apenas uma pergunta: Você está buscando felicidade, ou apenas distração? Significado, ou vazio?

PENSE NISSO. EXPERIMENTE MUDAR.

?Existe aquilo que você deseja e aquilo que você precisa.
O que você deseja é você quem decide.
O que você precisa é a vida que decide.
Felicidade é a harmonia entre aquilo que você quer
e aquilo que você precisa.?
* Saulo Fong

materialpro-img Maria Edisângela Almeida Santos
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